A AVENTURA DO PENSAMENTO NA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PROGRAMA DA DISCIPLINA TEORIA DO CONHECIMENTO II - 1º SEMESTRE DE 2010


O grande filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), cuja obra Crítica da Razão Pura deitou os alicerces para a atual filosofia da ciência e para a compreensão da verdade no contexto das exigências da ciência moderna.

Saudação aos novos alunos

Caros alunos, sejam bem-vindos à disciplina Teoria do Conhecimento II! Vocês encontrarão, neste blog, as informações básicas acerca do desenvolvimento da mesma e poderão interagir com o professor e entre si, através dos comentários que adicionem às diferentes entradas.

A Teoria do Conhecimento, como verão pelo programa e pelas leituras, é disciplina fundamental para quem estuda filosofia. Responde à seguinte indagação, tão velha quanto a nossa Civilização (lembram da pergunta formulada por Pilatos a Jesus, no Pretório?): "O que é a verdade?". No mundo atual, em que o virtual e o real parecem se confundir cada vez mais, essa pergunta é essencial, não só para quem estuda filosofia, mas também para qualquer pessoa que queira se situar com um mínimo de consciência no meio em que vive.

Boas leituras, boas aulas e bons seminários, caros alunos!

Objetivo da Disciplina: Habilitar o estudante do Curso de Filosofia, para a adequada compreensão dos principais problemas debatidos pela filosofia, no período moderno (séculos XV-XIX), no terreno da Teoria do Conhecimento.

Metodologia de trabalho: Serão desenvolvidos dois tipos de atividades: A - aulas expositivas do professor, acerca dos itens do programa (as aulas têm como finalidade traçar as linhas mestras da problemática do conhecimento, ao longo do período estudado, destacando a forma particular em que os principais autores abordaram a questão). B - Seminários em que serão debatidos textos dos autores clássicos do período (este aspecto é considerado essencial, pois filosofia só se aprende lendo os clássicos e meditando sobre os seus escritos; o papel das aulas expositivas é apenas de introdução para esta atividade).

Avaliação: Os seminários, que ocorrem todas as terças-feiras, serão guiados por questões formuladas pelo professor, para levar os alunos à assimilação do texto escolhido. A avaliação final consistirá na revisão, pelo professor, das respostas dadas por cada aluno aos vários questionários distribuídos ao longo do semestre. A avaliação é individual e não grupal. As respostas dadas pelos alunos em relação aos questionários deverão ser, portanto, individuais. Como a participação nos seminários e a assistência às aulas são essenciais para o adequado desenvolvimento do curso, a presença dos alunos será exigida de acordo ao regulamente acadêmico da Universidade.

Itens do programa
• 1 – A problemática do conhecimento na filosofia da Renascença.
• 2 – A problemática do conhecimento nas metafísicas do século XVII: Descartes, Leibniz e Espinosa.
• 3 – A questão do empirismo na filosofia inglesa do século XVII: John Locke.
• 4 – A questão do empirismo na filosofia inglesa do século XVIII: David Hume e a primeira formulação da perspectiva transcendental.
• 5 – A problemática do conhecimento à luz da nova física de Galileu e Newton.
• 6 – A problemática do conhecimento no contexto da perspectiva transcendental sistematizada por Kant no século XVIII.
• 7 – A dimensão historicista da perspectiva transcendental, na sistematização de Hegel (primeiras décadas do século XIX).
• 8 – A problemática do conhecimento no seio do romantismo francês (Madame de Staël, Constant, Cousin) e no contexto do romantismo alemão (Goethe, Schlegel, Herder). A particular problemática da verdade e do poder em Jean Jacques Rousseau.
• 9 – A problemática do conhecimento no contexto da esquerda hegeliana (Feuerbach e Marx). Aspectos epistemológicos do pensamento de Marx em A ideologia alemã (1846).
• 10 – A problemática do conhecimento no seio dos cientificismos do século XIX: Saint-Simon e Comte.

Bibliografia básica

COMTE, Augusto. Curso de filosofia positiva. 5ª edição. (Tradução de J. A. Giannotti). São Paulo: Nova Cultural, 1991.

DESCARTES, Renato. O discurso do método. (Introdução e notas de E. Gilson; tradução portuguesa de J. Gama). Lisboa: Edições 70, 1988.

ESPINOSA, Baruch de. Ética demonstrada à maneira dos geômetras. 2ª edição. (Tradução e notas de Joaquim de Carvalho). São Paulo: Abril Cultural, 1983.

GALILEI, Galileu. O ensaiador. (Tradução de H. Barraco e Outros). São Paulo: Nova Cultural, 1987.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Introdução à história da filosofia. 3ª edição. (Tradução de A . Pinto de Carvalho). São Paulo: Abril Cultural, 1985.

HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. (Tradução de A. Aiex). São Paulo: Nova Cultural, 1989.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. (Tradução de M. Pinto dos Santos e A. Fradique Morujão). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1985.

LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Novos ensaios sobre o entendimento humano. (Tradução de J. L. Baraúna e C. L. de Mattos). São Paulo: Nova Cultural, 1988, vol. II.

LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. (Tradução de A. Aiex). São Paulo: Nova Cultural, 1988.

MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. (6ª edição. (Tradução de J. Carlos Bruni e M. A. Nogueira). São Paulo: Hucitec, 1987.

PAIM, Antônio. Roteiro para o estudo inicial da Crítica da Razão Pura. UFJF: Curso de Mestrado em Filosofia, 1985.

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. (Trad. de L. Santos Machado). São Paulo: Nova Cultural, 1987.

VÉLEZ, Ricardo. Tópicos especiais de filosofia moderna. Juiz de Fora: UFJF; Londrina: UEL, 1985.

Professor da disciplina: Ricardo Vélez Rodríguez. Formado em Filosofia pela Universidade Javeriana (Bogotá – Colômbia). Mestre em Filosofia pela PUC-RJ. Doutor em Filosofia pela Universidade Gama Filho. Pós-doutorado no Centre de Recherches Politiques Raymond Aron (Paris).



QUESTIONÁRIOS PARA OS SEMINÁRIOS DE TEORIA DO CONHECIMENTO


I - DESCARTES – O discurso do método.

1. Qual é o motivo que leva Descartes a aderir à dúvida metódica?
2. Como prova Descartes a existência de Deus?
3. Como se relacionam, segundo Descartes, pensamento e extensão?
4. Que relação estabelece Descartes entre a existência do mundo físico e a bondade infinita de Deus?
5. O que leva Descartes a aceitar o “penso logo existo” como primeiro princípio?

II - LEIBNIZ – Novos ensaios sobre o entendimento humano.

1. Porque, para Leibniz, as proposições universais não se referem à existência?
2. Como prova Leibniz a verdade da existência de Deus?
3. Como prova Leibniz que o primeiro ser eterno não pode ser a matéria?
4. O que entende Leibniz por substância e por acidente?
5. O que é, para Leibniz, uma ligação das idéias conhecida distintamente?

III - ESPINOSA – Ética demonstrada à maneira dos geômetras.

1. O que entende Espinosa por substância?
2. O que entende Espinosa por Deus?
3. O que entende Espinosa por liberdade?
4. Como se relacionam, segundo Espinosa, pensamento e extensão?
5. O que somos nós, seres humanos, segundo Espinosa?

IV - GALILEU – O ensaiador.

1. O que entende Galileu por “verdadeira filosofia?”
2. Em que consistia o falso raciocínio de Lotário Sarsi, segundo Galileu?
3. Quais são os passos do método científico?
4. O que entende Galileu quando afirma: “A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante os nossos olhos (o Universo)?”
5. Qual é o meio que Galileu utiliza para provar que o sistema de Copérnico é verdadeiro?

V - LOCKE – Ensaio acerca do entendimento humano.

1. Em que consiste o conhecimento, segundo Locke?
2. Qual é o primeiro ato da mente?
3. Quais são os graus do nosso conhecimento?
4. O que entende Locke quando afirma: “O nosso conhecimento é, portanto, mais limitado do que as nossas idéias?”
5. O que faz com que as idéias morais sejam pensadas como não demonstráveis?

VI - HUME – Investigação acerca do entendimento humano.

1. Em que consiste a filosofia moral?
2. Por que a filosofia fácil e clara terá sempre preferência?
3. Que relação estabelece Hume entre o fato de Newton ter determinado as leis e as forças que comandam as revoluções dos planetas e as pesquisas dos filósofos sobre as faculdades humanas?
4. Quais são os princípios de conexão entre as idéias?
5. O que entende Hume quando afirma que “as numerosas operações do espírito humano dependem da conexão ou da associação de idéias?”

VII - KANT – Crítica da razão pura.

1. Em que consiste a Analítica Transcendental?
2. Por que o entendimento puro é uma unidade subsistente por si mesma e em si mesma suficiente?
3. Que partes integram a Analítica Transcendental?
4. Como podem ser apresentados, em toda a sua pureza, os Conceitos Puros do Entendimento?
5. De que forma são agrupados por Kant os conceitos que surgem do estudo do entendimento?

VIII - HEGEL – Introdução à história da filosofia.

1. Qual é a condição primordial da filosofia?
2. O que deve fazer quem quiser descobrir o ponto central da história da filosofia?
3. Qual é o distintivo que possui a ciência da filosofia em face das demais ciências?
4. Como define Hegel a filosofia?
5. Em que consiste a filosofia como apreensão do desenvolvimento do concreto?

IX - ROUSSEAU – Do contrato social.

1. Quais são as causas que produzem uma ação livre?
2. De que forma a vontade do corpo político se identifica com a vontade geral?
3. Por que motivo Montesquieu, no sentir de Rousseau, estabeleceu a virtude como princípio da República?
4. Qual é o objetivo da religião civil?
5. Quais são os dogmas da religião civil apregoada por Rousseau?

X - MARX – A ideologia alemã.

1. Qual é a opinião de Marx em relação à filosofia neo-hegeliana?
2. Quais são os pressupostos de que Marx parte em A ideologia alemã?
3. Que papel desempenham as condições materiais da produção em face da existência dos indivíduos?
4. O que revelam as lutas no interior do Estado?
5. Como entende Marx “o interesse geral da sociedade?”

2 comentários:

Anônimo disse...

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Your writing taste has been surprised me. Thanks, quite great post.


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Ricardo Vélez-Rodríguez disse...

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